5 passos para reduzir o risco de fracasso de um projeto inovador

Todo gerente de produto gostaria de reduzir o risco de fracasso de um projeto durante a fase de lançamento, mas poucos sabem realmente como fazê-lo. O problema é que a pressão da liderança e os prazos apertados podem fazer com que um produto seja lançado sem ter sido devidamente testado e aí os resultados podem ser desastrosos.

Se eu dissesse que existe uma forma de blindar um projeto, estaria sendo desonesto. O risco sempre existe, mas é possível reduzi-lo consideravelmente ao seguir alguns passos estratégicos. Continue a leitura e descubra como fazer um lançamento com altas chances de sucesso!
 

1- Não faça agora o que deve ser feito depois

 
Muitos empresas quando têm uma ideia inovadora e resolvem tirá-la do papel recorrem a um método eficiente, mas caro, o plano de ação. Você provavelmente já o conhece e não é o intuito do texto abordar as características ou eficiência desse processo.

O fato é que gasta-se muito tempo para descrever oportunidade, problemas e soluções, além das projeções de lucro e fluxo de caixa, para só então começar a produzir o produto que em muitos casos não dá certo. Perde-se tempo, dinheiro e mão de obra em algo que (principalmente por ser inovador) pode encontrar obstáculos que não foram previstos no plano de ação.

Para contornar esse tipo de problema, alguns gestores de inovação têm adotado um conceito novo e que promete reduzir o risco de fracasso de um projeto. O lean startup, apesar do nome, pode ser aplicado em empresas de qualquer porte e seu objetivo é identificar e eliminar desperdícios no processo de criação. Entenda como:

No primeiro momento a equipe de inovação precisa entender que por mais que tenham pesquisado, tudo o que terão antes de o projeto ser lançado são hipóteses que ainda precisam ser comprovadas. Então ao invés de produzir um plano de negócios é mais interessante utilizar um canva para montar apenas o modelo do negócio para discutir a viabilidade do projeto.
 

2- Estude todas as possibilidades e cenários possíveis

 
Além de reduzir o risco de fracasso de um projeto, os protótipos custam muito menos que o produto final, são construídos de forma rápida e ainda apresentam de forma mais concreta como o projeto final poderá se comportar em determinadas situações.

A fase de prototipação é o momento ideal para que sejam testados conceitos de design, usabilidade, interfaces, etc. Além disso, é possível utilizar os protótipos em algumas pesquisas de mercado.

Essa é praticamente a melhor hora para errar, pois devido ao fato de um protótipo custar bem menos do que o produto final, eles podem ser constantemente refeitos e melhorados. Com o protótipo fica mais fácil apresentar a ideia da equipe de criação aos líderes e clientes, por exemplo.
 

3- Faça um raio-X

 
Quando o Uber surgiu no Brasil, muitas pessoas imaginaram que seria mais um serviço de motorista particular semelhante aos táxis. Mas em pouco tempo o aplicativo ganhou um enorme market share vendendo exatamente aquilo que o diferenciava dos concorrentes: qualidade no atendimento, preço bastante inferior e praticidade.

Você não precisava mais se dirigir a um ponto de táxi ou ficar acenando para que algum motorista parasse. Era possível solicitar um Uber de qualquer lugar. E o tratamento era tão superior que muitos clientes afirmavam que pagariam mais simplesmente pela qualidade no atendimento.

Para reduzir o risco de fracasso de um projeto inovador, o que a empresa de motoristas particulares fez foi exatamente identificar o que era oferecido e como ela poderia superar. Fez um raio X daquilo que oferecia e do mercado em questão, isso com certeza reduziu muito as chances de fracasso do serviço em terras tupiniquins.

Para obter essas informações você pode utilizar uma ferramenta bastante versátil: a matriz BCG. Ela permite analisar o ciclo de vida de um produto, sua aceitação em um mercado e como esse produto pode crescer. Para isso o conceito se baseia em 4 pilares:

  • Construir. Formas de aumentar market share de um produto;
  • Manter. Como fazer com que esse produto continue obtendo sucesso;
  • Colher. Estratégias para retirar um produto do mercado em função de outro lançamento;
  • Abandonar. Meios de interromper imediatamente algo que fugiu totalmente do planejamento esperado.

Essa matriz pode ser utilizada em produtos individuais, mas é muito eficiente também quando uma empresa tem diversos projetos lançados e deseja fazer uma comparação entre eles para descobrir onde investir mais ou menos recursos.
 

5- Economize no lançamento de produtos

 
Um MVP (sigla em inglês para produto mínimo viável) é uma versão simplificada do projeto final. O objetivo é lançá-lo com o mínimo de esforço e custo, para que não se perca dinheiro caso o projeto precise sofrer alterações. A ideia é lançar, permitir que um número restrito de clientes utilizem e depois fazer os ajustes devidos.

Muitos projetos fracassam por possuir por exemplo funcionalidades que ainda não fazem sentido para o público final, por isso é interessante lançar algo menos robusto e ir incrementando de acordo com as necessidades do mercado. Quer um exemplo prático?

Quando Elon Mask lançou em 2009 o carro Tesla, divulgou uma versão simples com motor elétrico. Após estudar as reações do mercado, investiu em uma versão de luxo e por fim, lançou um veículo com inteligência artificial. Se Musk tivesse anunciado logo de cara a versão final do produto, poderia perder dinheiro caso a ideia não engajasse.

O foco principal dos MVP é o feedback do público e acredite, há sempre o que melhorar. O World, editor de textos, vem recebendo melhorias a mais de 30 anos. Mas foi lançado com o mínimo necessário para que o cliente pudesse utilizar.

Um lançamento é um processo complexo, mas com as dicas anteriores você provavelmente conseguirá reduzir o risco de fracasso de um projeto e terá muito mais segurança quando apresentá-lo ao mercado.

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