A expansão do universo de escolhas

Normalmente quando temos que tomar uma decisão ou solucionar um problema, olhamos o nosso leque de opções e escolhemos um caminho para seguir. Mas nem sempre as opções que temos são as melhores decisões sobre um assunto.

Nesse meu primeiro post, gostaria de compartilhar um modelo mental que eu uso no meu dia-a-dia e que me ajuda bastante na tomada de melhores decisões – e para encontrar melhores soluções para os problemas que surgem.

Tomamos decisões, diariamente, que impactam sobre a saúde do trabalho e da empresa em que estamos inseridos, sempre buscando soluções alternativas para um mesmo problema de onde retiraremos o maior e melhor valor possível ou um valor ainda não encontrado.

Mas como poderíamos tentar descobrir essa melhor solução ou decisão sem que esteja no nosso leque de possibilidades?

Esse modelo mental que eu aprendi a usar – e que tem me ajudado bastante, possibilita a expansão desse leque de possibilidades para que tenhamos mais opções de escolha e maior chance de tomar uma melhor decisão para um mesmo problema.

Vamos lá!

universe

Quando tento entender algo do mundo dos negócios, acabo sempre levando os conceitos para o campo da filosofia. Então vou tentar iniciar explicando alguns pensamentos filosóficos que me levam a esse modelo mental.

Usar todos os meios de recolher conhecimento e intelecto sobre o problema – e filosofar sobre como poderíamos resolvê-lo –  pode acabar nos entregando uma nova visão por um novo prisma que, antes disso, se não tivéssemos parado para criar novas conclusões sobre o mesmo problema, não teríamos nem enxergado.

CTA-ebook-transformação-digital

Mas como ver um mesmo assunto por outro prisma?

Tudo que eu penso, percebo, sinto e sei sobre um assunto vem da minha história como ser humano, da minha existência e dos acontecimentos ao meu redor até o momento.

Cada pessoa, cada ser, tem uma existência única em sua totalidade. Os acontecimentos ao redor, durante toda a sua vida, moldam cada pessoa de uma forma totalmente diferente uma da outra e a tornam única, ou seja, uma história única que foi seguida.

Como cada pessoa tem uma história e uma existência única, terão um pensamento, sentimento, sabedoria e ponto de vista diferentes sobre um mesmo assunto.

Quando esses seres únicos se juntam para realizar o choque das suas diferentes realidades sobre um mesmo assunto, uma terceira percepção nasce e por mais que os dois não entrem em um mesmo prisma de visão em comum sobre o problema, agora eles sabem que em algum lugar existe uma visão diferente e na próxima vez que forem pensar no assunto, essa nova informação irá impactar nas conclusões que irão chegar.

Saindo do campo filosófico e entrando no mundo prático dos negócios.

choices

Quando falamos de negócios, temos cenários em que decisões devem ser tomadas e soluções encontradas com muita frequência. E nos encontraremos muitas vezes em momentos em que precisaremos arcar com a responsabilidade de escolher um caminho a ser seguido ou uma opção a ser construída. Nestes momentos, você deve pedir ajuda. Leve o problema a um grupo de pessoas que entregarão diferentes visões e criarão um ciclo de choques de realidade – aqueles que buscamos! – e decida depois. A decisão pode ser somente sua, mas as opções de escolha não precisam ser.

Busque expandir seu universo de opções antes de tomar a sua decisão. Envolva as pessoas, pergunte a elas sobre o assunto, questione, e saiba o porquê de tudo, quais as razões, os impactos, o que isso influencia. Ouça o que elas têm a dizer, tendo conhecimento ou não, o que pensam, sabem, sentem e percebem sobre o problema. Vá atrás de novos prismas de visão, observe, e tente destrinchar o máximo possível todo o conhecimento e questionamentos e reflita mais uma vez.

Antes de escolher o caminho que seguirá, exercitar a imaginação e as possibilidade de criar novos possíveis caminhos a partir do envolvimento das pessoas ao redor podem nos levar a encontrar uma melhor opção ou solução para o problema proposto, que anteriormente nem havíamos pensado.

Sendo ainda mais prático, exercite recolher o máximo de conhecimento possível com as pessoas – de acordo com o tempo que dispõe – sobre o problema e gere novas opções antes de tomar a decisão.

Para iniciar esse exercício e recolher este conhecimento, existem inúmeras formas. Vou citar aqui algumas que eu uso no dia-a-dia:

Observação – Após pedir ajuda e abrir o seu problema para o grupo de pessoas, observe-as. Fique em silêncio e observe as ações e reações sobre o problema. Você pode encontrar padrões de comportamento que levarão a novas conclusões.

Pesquisa Teórica – Pesquise o que outras pessoas já escreveram sobre o assunto, tanto na literatura quanto nas comunidades. E não se prenda pelo tempo. Busque o que foi escrito sobre o assunto no passado, porque isso poderá entregar uma nova (ou antiga) forma de ver o mesmo problema.

Questionamento técnico – Pergunte o que as pessoas sabem sobre o problema. Questione o conhecimento que foi recolhido ao decorrer de sua experiência sobre o assunto. As pessoas ao seu redor podem ter informações valiosas que serão usadas para novas conclusões.

Questionamento emocional – Pergunte o que as pessoas sentem sobre o problema e qual as suas percepções sobre o assunto. Os sentimentos e percepções de uma pessoa sobre um assunto sempre terão razões. As pessoas sentem por algum motivo e esse motivo pode ser o que você busca.

Estas são técnicas simples para iniciar o exercício – que, com o passar do tempo, passarão a fazer parte de suas ações automaticamente.

O que tirar de tudo isso? O que é esse modelo mental?

Expandir o universo de escolhas antes de tudo.

Se você exercitar isso nas decisões do seu dia-a-dia, sendo na empresa ou na vida pessoal, você sentirá uma grande diferença na qualidade de suas decisões e em uma grande evolução no nível de envolvimento das pessoas ao seu redor. ​

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>