Como gerar feedback?

O objetivo desse post é compartilhar uma experiência de um teste de uma feature de um produto para Anestesistas. A intenção não é descrever sobre o produto, mas sim dividir o processo e o aprendizado.
Para criar os testes passei por 4 etapas: objetivo, o que eu quero testar, como eu vou testar, o teste e a iteração. A premissa inicial era descobrir a melhor iconografia, cor e iteração em uma ficha anestésica. Porém o objetivo do produto consiste em propor: precisão de dados na ficha, maior foco no paciente durante o processo anestésico e uma maneira mais rápida e menos burocrática de registrar os itens na ficha.
Parte do teste será quantitativa validado no papel e em uma página web e a outra parte será validada de forma qualitativa com o protótipo funcional.
A primeira rodada dos testes será feita com 3 anestesistas, feito isso o intuito é analisar os resultados e refinar o protótipo e os testes até que todos os envolvidos estejam certos de que as melhores decisões foram tomadas para o produto.
Sem mais delongas os 4 passos que passei foram:


#Tenha um objetivo
O que eu quero descobrir? Quais sensações estou causando?
Uma das coisas mais claras que você deve ter antes de qualquer teste ou até mesmo rabisco são as respostas dessas duas perguntas.
Essa definição irá te guiar a todo o momento em todos os passos do processo de teste. Afinal a eficiência do teste deve está atrelada com a parte conceitual, mantendo assim todas as partes do produto equalizada.
O objetivo esse que eu me refiro não é apenas o que eu desejo testar, mas sim o objetivo do produto como todo, o que o produto se propõe a resolver, como as funcionalidades estão relacionadas e se conceito está claro.


#O que eu quero testar?
As hipóteses subjetivas de possíveis iterações e (dês)entendimentos que desencadeiam em uma serie de perguntas as quais geram insumo de decisão ao designer.
Nesse momento é hora de abstrair o método e focar na problemática de pesquisa, operacionalizar as perguntas.
Exemplo: Trabalhar com ícones e não com símbolos possibilita maior entendimento e eficiência na leitura dos dados?
Como o designer garante que o efeito que ele deseja atingir está sendo causado ou não?
Como saber se o efeito de um determinado aspecto do design (ícone ou símbolo) está impactando a experiência do usuário (entendimento e eficiência na leitura dos dados) .


#Como eu vou testar?
Saber o cenário, a quantidade de pessoas e os meios que você vai utilizar durante o teste são importantes, afinal vai que na hora te da um “branco” ou pior vai que você esquece a sequencia de tarefas do teste.
O como eu vou testar também influencia diretamente no como eu espero o resultado, ele deve ser veloz? Deve ser quantitativo ou qualitativo? Para cada teste eu terei um tipo de resultado? Quais são os resultados esperados? Devo utilizar uma única técnica ou devo mesclar?
A estruturação do material que irá utilizar no teste é de grande valia, afinal ele irá te auxiliar durante todo o teste e ainda sim irá garantir o registro dos dados.


#O Teste 
Mesmo antes do teste com os possíveis usuário realize o seu próprio teste, veja se existe coerência e consistência nas coisas, se os objetivos listados anteriormente estão ali e se os resultados que você busca também serão possiveis.
Execute o teste com seus colegas de trabalho e alterne o teste com pessoas que estão envolvidas com o produto.
Ah, parecerá estranho mas você estará testando o seu próprio teste.


#A velha e boa Iteração 
Aquele ajuste que pode fazer toda a diferença, aquele insight que se perdeu enquanto pensava em todas as outras etapas ao mesmo tempo.
A ação mais presente na vida de um designer. Pense, Defina e Refina, o ciclo de um trabalho evolutivo e satisfatório para todos os lados.


#Lições aprendidas
  • Os participantes sempre vão te surpreender e buscar algo além do que você expõe no teste;
  • Antes de fazer o piloto do teste ou criar o teste preveja como você irá analisar os resultados das perguntas levantadas;
  • Envolva o seu cliente na criação e estrutura dos testes, pois ele pode aumentar o alcance dos testes;
  • Nunca conte apenas com um único meio (foto, câmera ou até mesmo o papel) para registrar as informações durante o teste;
  • Os testes sempre sofreram ajustes ou vulgos conceitos serão desmistificado;
  • Os testes nunca param;
  • Permita que os participantes expressem em voz alta tudo o que eles pensam ou sente;

 

samples


Por fim, a ideia de compartilhar esses processo é que na hora do seu teste de usabilidade (de guerrilha ou formal) você tenha segurança e que todos os outros sentidos estejam apurados para a busca dos resultados esperados. Não deixando de ser empático, presente e analisítico a ponto de identificar os pontos de eficácia e de ineficiência.
Se os passos que você faz para estruturar os seus testes de usabilidade são diferentes compartilhe. ?

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>