Design Thinking: foco em pessoas, inovação eficaz

Nos anos 90 a disseminação da “Qualidade Total” trouxe para o primeiro plano as práticas e metas de evolução contínuo da qualidade de produtos e dos processos de produção. Esse foi o primeiro passo, mais centrado na infraestrutura, no processo, para pavimentar um caminho mais assertivo para a inovação – agora humanizada, centrada do consumidor, no usuário.

O grande salto de inovação, de qualidade é a empresa perceber que tecnologia pode não ser um diferencial sustentável; sair antes não significa chegar antes; ser grande não quer dizer ser efetivo. E, mais do que tudo, vantagem competitiva não é um estado de coisas, é um processo empresarial. Em outras palavras, vantagem competitiva precisa ser aferida e buscada a cada dia. Não para ser diferente. Mas, para ser sobrevivente.

Todo esse preambulo, para dizer que não pode ser mais preciso tentar defender em sua organização que o processo de inovação precisa ter multidisciplinaridade, colaboração, iteração constante, envolvimento de usuários, clientes, colaboradores e cadeias de valor. E, certamente, precisa ser de um “human-centered approach; precisa basear-se mais em gente, em experiências, em vivências. O termo é Design Thinking.

O termo design tornou-se ingrato no Brasil, sendo frequentemente associado ao look’ n’ feel, à carcaça, à casca, estética, à aparência. Gosto de lembrar algumas definições da lingua inglesa para o termo: design é Um planejamento para a estrutura e as funções de um artefato , edifício ou sistema. Traduzindo: design é uma disciplina com o objetivo de solucionar, melhorar, equacionar e, no final, melhorar a perfomance de empresas, melhorar a vida das pessoas.

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Desenhar tecnologia é enxergar uma necessidade de forma holística, o que significa que os requisitos vão além, passando por todo tipo de experiência que gira em torno do seu objeto: emocional, cognitiva, estética, cultural, profissional etc. Design Thinking, na prática, significa, no nosso meio tecnológico planejar nossas soluções de uma forma não tão convencional. Formular reflexões para questionar fenômenos e não mais requisitos.

Esse é o próximo passo (e não estou falando de futuro. É o próximo passo agora!!!) para ter soluções tecnológicas mais usáveis, mais aplicáveis, mais agradáveis, mais efetivas. Ou seja, além de se amparar em visões de mercado, em visões tecnológicas é preciso agregar ao processo de inovação um fator quase filósófico de entender os significados de produtos e suas interações/ relacionamentos. Esse é o próximo passo: ser empático, colaborativo, exercitar teses, testá-las. Enfim: OLHAR PARA COISAS E ENXERGAR (extrapolando o vernáculo) “GENTES” .

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