Testes Exploratórios em Sistemas Ágeis

O teste exploratório é um processo orientado a resultados, onde o conhecimento sobre o produto e seus requisitos e regras cresce ao longo da sua exploração. É um método muito usado em situações em que não existe um conhecimento sobre o sistema a ser testado, não há documentação e/ou requisitos (como acontece em metodologias ágeis) e situações em que o prazo para os testes é curto.

Quando vamos testar algo, temos uma hipótese e uma expectativa sobre como o software deve se comportar. Exibir uma mensagem de erro, de sucesso, um alerta ou apenas confirmar a execução de uma funcionalidade.
Ao executar os cenários, aprendemos como o sistema funciona, quais as regras, a sua organização, o que funciona e não funciona e padrões gerais. Quanto mais aprendemos sobre o sistema a ser explorado, melhor serão os testes.

Os testes exploratórios complementam perfeitamente a automatização de testes. A automação controla que fluxos principais estão funcionando conforme o esperado e garantem um rápido teste de regressão; enquanto os testes exploratórios podem ser focados em novas funcionalidades que foram desenvolvidas. Cada sprint dura aproximadamente duas semanas, que não permite tempo suficiente para testes de funcionalidade e ainda implementar os testes automatizados.
Sem documentação e roteiro de teste, são testes eficientes e rápidos. É muito mais eficiente usar tempo no teste do que na documentação.

Etapas para realizar o teste exploratório:

  1. Identificar qual o propósito do sistema;
    Inicialmente, deve-se ter um entendimento do principal objetivo do sistema ou do cenário a ser testado.
  2. Identificar as funções;
    Listando as funções que compõem o sistema, já se tem uma ideia do que poderá ser testado, e ao final dos testes teremos um indicador do que entendemos daquele produto ou cenário.
  3. Identificar as partes mais instáveis do sistema;
    É importante explorar o sistema para de encontrar possíveis áreas de instabilidade. Dois exemplos que demonstram instabilidade: funções que às vezes funcionam corretamente e às vezes falham, ou que funcionam de alguma forma, mas causam efeitos que quebram alguma outra funcionalidade.
  4. Execução do teste;
    Esta é a parte principal de todo o processo.
    – Teste todas as funções encontradas no passo 2;
    – Teste todas as áreas de instabilidade potencial que você identificou no passo 3;
    – Teste um cenário ou fluxo principal do sistema que você considera importante
    – Evidencie falhas encontradas;
    Anote e reporte quaisquer observações que você considerar durante os testes. Lentidões, quebras de layout, comportamentos inesperados e erros.


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